21 de novembro de 2006

La Fée D'Automne

Navegando neste Novo Oceano,
Qual outrora um Oceano Desconhecido,
de Cabos e Tormentas,
de longínquas paragens,
de povos desconhecidos,
de pensamentos vãos,
de Sonhos Megalómanos
e de Grandeza de Alma

Deparei-me com este soberbo poema...
ainda no tema das Fadas.
Achei lindo,
Mágico...
FÉERIQUE...
não resisti a publicar.

http://www.poeme-france.com/listepoeme/theme/femme/poeme/71952.htmlse
À Autora,creio ser uma voz feminina,
pois só uma voz feminina clama assim o choro e a alegria de sentir, da amizade,
de viver uma vida eterna. MERCI DU COEUR!!!

La fée d'automne

Elle est née d’une feuille d’automne coloré
Au dernier stade de sa vie
Qui a vendu son âme à une fée
Pour rester encore un peu en vie

Mais quand l’hiver arriva, elle du se faire une raison
Et, de sa branche, elle tomba
Elle chuta au sol, près d’un champignon
Qui à cause d’une spore, la réanima

Mais quand la fée vit que la feuille était éternelle
Elle la changea en être mythique
Il lui poussa un visage, un corps et des ailes
Ainsi est née la fée d’automne nostalgique

Elle s’ennuyait de ses autres amies, morte dans le gel
Elle s’ennuyait de sa branche que le vent ballottait
Elle détestait se servir de ses ailes
Et c’est toujours dans le vide qu’elle regardait

Elle s’assit sur son champignon sauveur,
Et ses yeux s’emplirent de larmes qui gelèrent
Et elle attendit dans le malheur
Que reviennent la lumière

L’hiver passa, et le printemps reprit les reines
Les bourgeons arrivèrent sur les arbres dénudés
Dans son cœur elle avait moins de peine
Elle savait qu’elle allait retrouver ses feuilles adorées

À l’été, elle se réjouit, passa son temps avec ses amies
Elle s’amusait, toujours, entre les branches, volait
Mais, plus l’automne approchait, plus son ciel était gris
Et savait que bientôt tous la quitterait

Quand l’automne faucha ses sœurs dans un carnage de sang
De feuilles rouge tomber sur la terre
Elle maugréa encore une fois contre le vent
Mais, se remis à attendre la lumière

C’est ainsi que la fée de l’automne, patienta touts les hivers
Les larmes en glace, tout comme son cœur
Dans un silence pleins d’impatience pour ses confrères
Elle attendait de retrouver son bonheur

19 de novembro de 2006

Doces... doces... doces

VIII MOSTRA INTERNACIONAL DE DOCES E LICORES CONVENTUAIS

16 Novembro a 19 Novembro 2006
Mosteiro de Alcobaça
Doces de sabores intensos, requintadas preparações conventuais, legado dos monges, cujas receitas a história se encarregou de trazer aos nossos dias, estão presentes na VIII Mostra de Doces e Licores Conventuais realizada no Mosteiro de Alcobaça.Durante quatro dias, pastelarias, conventos e mosteiros, nacionais e estrangeiros, apresentam o resultado das suas receitas. Ao Pão de Ló de Alfeizerão, Toucinho do Céu, Papos de Anjo, Barrigas de Freira e Trouxas de Ovos veio juntar-se o sabor inigualável dos licores.
Estas são, entre muitas, algumas das especialidades que poderá saborear.Uma irresistível tentação, a não perder!


Foto em cima, esquerda: Cartaz oficial da Mostra
As outras fotos são da autora do blog (foi o que se pode arranjar, isto de ser fotógrafa mais que amadora... dá nisto!)
Em cima, direita: Pão-de-ló de Alfeizerão, Casa do Pão-de-ló de Alfeizerão
Ao lado e em baixo, à esquerda e direita: vários doces da Pastelaria Alcoa, Alcobaça (copos com cornucópias, tabuleiros com nozes vidradas e pastéis de Santa Maria, palitos com fios de ovos..) http://www.pastelaria-alcoa.com/
manequins, vestidos à séc.XVIII com Livro de Visitantes


Seguem-se fotos da famosa GINJINHA de Alcobaça; Doçaria das Irmãs Clarissas do Convento do Louriçal e o Licor de Ervas do Irmãos do Convento de Singeverga.



18 de novembro de 2006

O Mundo Encantado das Fadas

La Fée d'Automne - A Fada do Outono


Também esta foi "roubada" de um site, de uma outra marguerite, espero que não se sinta ofendida, irei escrever-lhe em breve, confessando estes meus crimes sedutórios. Pequenas maravilhas, fruto de mãos habilidosas e de cérebros imaginativos, onde reina o mundo encantado, a doçura, a candura, a fragilidade, a suavidade, a gentileza, a féerie ... esta palavra sempre recorrente em meu cérebro, cada vez que observo seres fantásticos, de universos fantásticos, que vivem em mundos de crianças, alimentados por adultos que, afinal, ainda são crianças e falam a mesma linguagem. A linguagem universal da inocência.

E este mundo maravilhoso de anjos ternurentos. Já viram bem? Fruto de horas de paciência mas acredito que sobretudo de dedicação e amor.

17 de novembro de 2006

Gaëlle BOISSONNARD

Retomando este blog esquecido no tempo ( e quase, quase pelo tempo), investiguei, ao acaso, quem andava neste universo, um pouco para me inspirar! Eis quando surgiu, não ao fundo no horizonte, mas em pleno écran, este site, designado também por marguerite, mas com tite antes, um pouco naïf, um pouco encantatório. Hoje tive tempo (e disposição) e dispus-me a investigar. Naveguei, naveguei... por sites já antes navegados... e encontrei uma teia entre France e Quebéc, de entusiastas de pequenos hobbies, autênticas maravilhas saídas de mãos de fada... pequenos bricolages decorativos... uma paixão pela jardinagem, par les petits coins de chez nous... de petits trucs qui font du plaisir à nous et aux autres... et aussi le partage de lectures, fêtes, les photos du paysage du côté jardin, de la vallée en face du salon... des chiens et des chats...beaucoup de chats... de broderies, de tableaux, de dessins... comme celui-là, de la collection Princesses de Madame Gaëlle Boissonnard.
J'ai déjà fait des recherches sur le web, pourtant j'ai trouvé très peu d'informations, à part les sites de vente de livres. Son "Voyage en Stéphanie" semble avoir eu beaucoup de succès.
Superbes dessins!
Je rêve!
Je rêve que c'est moi...
Je m'envole dans ma propre marguerite!

N'hésitez à me passer des informations sur cette déssinatrice.
Merci du coeur.

16 de novembro de 2006

Sapos


Ontem chovia a potes! A cântaros! Il pleuvait averse! It's rain the cats and dogs! E por aí fora... Na escuridão da noite e do asfalto da estrada, mal me apercebo de uma "coisa" pronta a saltar... não tive tempo... Crok!! Popsss! Crashssss!... Pois, isso mesmo!! Assassinei aquela "coisa"! Coitado! Dei comigo a pensar que tinha morto o primeiro(e único) sapo da minha vida! Quiçá o meu príncipe encantado! É preciso ter azar!!

Segundo pensamento: A Ana Sílvia se soubesse... matava-me! Ou pior, obrigava-me a parar o carro e recolher os restos mortais!!! Se eu fosse mais pequenina e pensasse como Paul, o irmão de Marcel(Pagnol, in "La gloire de mon père"), iria colar peça a peça e talvez reconstituisse um sapo!!! Mas não é encantado, aquele pobre sapo!!!

5 de novembro de 2006

Expresso 25

Oiço o "Imaginário Sonoro do Brasil" e, de repente, deu-me mais uma das minhas vontades de escrever... e de escrever sobre eles... os responsáveis pela audição frequente deste CD espectacular.
Foi em Fevereiro que este Grupo Brasileiro, de Porto Alegre, sul do Brasil, passou por terras Lusas, depois uma tournée por terras alemãs, onde alguns elementos ainda têm familiares. Fizeram 4 espectáculos em Portugal e tive a sorte de poder assistir a um dos seus shows. Foi mesmo um show!!! Algo que jamais esquecerei porque foi uma autêntica surpresa. O que cantam e como cantam nada tem a ver com o que conhecemos das músicas brasileiras e dos músicos brasileiros que nos chegam através das radios e das televisões. Trinta e tal pessoas, entre os 18 e os 70 e tal anos, alguns instrumentos, mas, e sobretudo, foi o poder da Voz Humana que me seduziu e encantou. Continuo enfeitiçada com aqueles sons fruto de cordas vocais de excepção. Excelência de sons e harmonias. A partilha do prazer de cantar com e para o público, ainda que em número bastante reduzido (no show que assisti). A Voz, o Movimento, a Cor... Tudo! Uma comunhão entre os membros : cantores, músicos, maestro. A postura em palco, pouco formal. O guarda-roupa, super interessante. A docilidade dos gestos, do sorriso, da voz.
Que cantaram? Cantaram Tom Jobim, Dolores Duran, Chico César, Guinga, Paulo César Pinheiro, eduardo Gudin, Djavan, Aldir Blanc, Hermeio Pascoal, J.C. Costa Netto, Tunai, Sérgio Natureza, Lenine e Lula Queiroga, com arranjos do maestro Pablo Trindade. Cantaram e encantaram.
Fomos poucos a ouvi-los, a partilhar, a cantar com eles, mas fomos mensageiros da sua mensagem serena, tranquila, doce de um mundo que se quer sem fronteiras culturais, raciais... e, ainda por cima, partilhando uma língua comum, com nuances de originalidade que faz daquele cantar uma serena união de um povo com raízes tão díspares como as alemãs, italianas, portuguesas, negras, índias... era esta a mistura que adivinhávamos nos traços faciais. Desde o louro norte da Europa, louro natural, louro artificial, ruivo, preto-azevinho, castanho, marron, châtain, acobreado, etc; olhos azuis, castanhos, pretos, mel, esverdeados, acinzentados, etc; pele muito branca, branca, menos branca, tudo... o resultado perfeito de mestissagens que tornam os seres humanos mais bonitos. Eu acho.
Bem hajam Expresso 25! Esperamos por vós de novo nesta Europa que é vossa.
http://www.expresso25.com.br/

1 de novembro de 2006

Dia de Todos os Santos

Dia 1 de Novembro, dia de todos os Santos... e Santas também!

Sim, porque isto da língua portuguesa usar apenas o plural masculino para designar a sua realidade(masculina) e a nossa (feminina) tem muito que se lhe diga.

Bem, mas não era da língua que vinha falar, mas sim dos SANTOS!

E do pão-por-deus, ou bolinho noutras regiões, dos meninos que andam de porta em porta. Depois de quase desaparecer, esta tradição nos últimos anos tem tido um crescendo, ora porque é recordado no 1º ciclo (bem hajam as professoras por isso) ou porque haja uma motição maior para aceitar ser-se moderno e praticar algumas tradições, em proveito próprio... eheh! Sim, porque isto do pão-por-deus é razoavelmente lucrativo em géneros (rebuçados, passas, figos, nozes e afins) e em euros.