13 de maio de 2007

Enya e o mundo celta

A música da Enya, bem como a maior parte da chamada música celta, no meu entender, apela a um certo esoterismo, um reviver de uma Era Mítica. Um mundo que se regia por normas da Mãe Natureza, adorada, onde os valores de Cavalaria cristã desabrochavam apenas. Os Cavaleiros do Rei Artur. Os Cavaleiros da Távola Redonda. Os Cavaleiros que partiram na demanda do Graal e na defesa dos peregrinos da Terra Santa. Os Cavaleiros que em nome de Cristo defendiam uma Europa que ainda não era una e onde eram lançadas as sementes da sociedade europeia actual. Uma Europa feita de guerra, violência, crença, fé... era preciso acreditar! Senão teria sido um período bem mais alargado desta rivalidade mesquinha entre pequenos reinos. Onde o poder estava na ponta da espada, na influência económica ou política (onde é que eu já vi isto?!). Reinava-se pelo medo e com medo. Medo de perder a coroa, medo de perder a ascendência do poder, a protecção real (mais importante que a protecção divina) e até medo de perder a protecção papal. Até o mais poderoso rei temia o Papa (excepto Henrique VIII, bem mais tarde, mas isso é outra história).

Uma era Mítica! Uma era mística! Sim! Sinto misticismo nestas melodias onde a voz se meleia com a suavidade da música, transportando-nos para outros mundos!

Quando oiço este género de música lembro, frequentemente, o romance de Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon. Por vezes, sem razão aparente, sinto a Senhora do Lago em mim.

Enya réprésente la voix mystique d'un monde d'autrefois! De femmes! La force et la sagesse! L'amour et le devoir! La volonté et le sacrifice! Le pouvoir politique et spirituel!!
Voilá ce monde fait d'énergies, croyances, volontés, exigences... on vit pour les autres... L'esprit de ce monde reste encore en nous. Nous les européens descendants de ces celtes- là, de ces chevaliers amis d'Arthur, le Roi mythique de la Table Ronde. Ces hommes qui ont cru défendre la chrétienté, défendre les valeurs du bien contre ceux du mal des peuples venus du sud, d'Afrique, les arabes, ou du nord et de l'est, les barbares. Un monde qui commençait à peine à s'organiser. Des centaines d'années de luttes, d'alliances, de traités de paix solidifiés dans des mariages sans amour et sans âme.
Ce monde dont on vient et où on rêve de revenir!!!

2 comentários:

Paulo disse...

Divinal ENYA e quem foi que te ofereceu o 1º cd dela, quem foi, magnifica descrição...
beijo doce

Coisas de Mulher disse...

Olá Margarida!
Obrigada pela tua visitinha,
também gostei muito do teu blog,
está muito interessante mesmo.
Ah, e adoro Enya também.
E quando fui a ver, moras pertinho de mim :-))))
Beijinhos e volta sempre!
Helena