4 de novembro de 2007

Homenagem a Yitzhak Rabin


Yitzhak Rabin é um nome que me ficou na memória, flashes da minha adolescência e juventude, conhecimentos televisivos e jornalísticos ou ainda dos livros lidos sobre aquele país que se impunha grande, nascido do nada, mas não em terra de ninguém. Havia lá alguém.

Também me recordo das leituras sobre as gentes dos kibutz, no meio do deserto surgem flores e frutos... tenacidade? Independentemente do que pensavam ou pensam e das razões que os motivaram aquele tipo de vida, não deixo de admirar o despojar-se da vida ocidental, de conforto, individualista e comodista, para partilharem uma vida comunitária em prol da nova nação do seu povo.

Yitzhak Rabin é uma memória de alguém que sendo israelita de nascimento não deixava de acreditar que podia haver outra forma de viver no "paraíso terrestre" em paz. Por isso escolhi-o. Um homen que contribuiu para que Israel se abri-se à ideia de um país chamado Palestina.


A história é feita de avanços e recuos, na vida das pessoas e dos estados. Israel é e sempre foi terra de polémica, terra de exaltação patriótica e religiosa, espaço de mística e de guerrilha... desde tempos idos.


Este homem que foi dos primeiros eminentes políticos nascido naquele novo estado criado depois da Segunda Guerra, foi galardoado Nobel da Paz... infelizmente essa ainda não foi alcançada naquelas paragens.


Primeiro Ministro, foi assassinado no dia 4 de Novembro de 1995 por um estudante judeu ortodoxo Yigal Amir, militante de extrema-direita que se opunha às negociações com os palestianianos, quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis (hoje Praça Yitzhak Rabin) em Tel Aviv.


SHALOM!


Que Deus traga a paz aquela terra ( e todas as outras também).

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