31 de dezembro de 2008

Bom Ano 2009

A todos os amigos, conhecidos e desconhecidos que visitam o meu blog um muito obrigada.
Votos de um Bom Ano Novo, cheio de paz, amor e saúde... e tudo, e tudo, e tudo...

27 de dezembro de 2008


1 de dezembro de 2008

Restauração da Independência

1 de Dezembro de 1640 - Restauração da Independência

No dia 1 de Dezembro assinala-se a
Restauração da Independência de Portugal.

Falecido o cardeal-rei D. Henrique, em 1580, sem ter designado um sucessor, e depois do desaparecimento de D.Sebastião na Batalha de Alcácer Quibir (e que há-de surgir numa noite de nevoeiro para salvar Portugal - um pouco tarde, talvez - segundo a lenda), Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel I, apropria-se do trono português, seu por direito hereditário, mas não pela vontade daqueles que não queriam viver uma Hispânia única e continuar o sonho, a vontade, a determinação de ser PORTUGUÊS e não um castelhano de uma qualquer província de Espanha.
Com a subida ao trono de Filipe II de Espanha, designado Filipe I de Portugal, seguiram-se mais dois Filipes (de Portugal) e 60 anos de domínio castelhano mais conhecido por domínio filipino. Foram então três os reis espanhóis que governaram Portugal entre 1580 e 1640 – Filipe I, Filipe II e Filipe III.
A capital do Império passou a ser Madrid e Portugal foi governado como uma Província espanhola. Como é natural, os portugueses viviam descontentes e compreendiam que só uma revolução bem organizada lhes poderia trazer a libertação. Assim, no dia 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam
Margarida de Sabóia, Duquesa de Mântua (título italiano - eramos muito cosmopolitas... na época), regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos. A Duquesa foi presa e o Secretário morto (foi fácil não foi?!).
E foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV, Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de "O Restaurador".

17 de novembro de 2008

Cornucópias


Este é um dos doces presentes na Mostra, e eu ADORO-O, desde miúda, e por altura do Natal é o pecado anula desta gula.
São simplesmente deliciosas, as CORNUCÓPIAS!!!
(a foto foi copiada do blog http://porentremontesevales.blogspot.com/2008/11/mostra-internacional-de-doces-e-licores.html espero que o autor não se importe, mas era uma excelente foto de entre várias da net. Obrigada e as minhas desculpas pelo abuso)

16 de novembro de 2008

Mostra Internacional de Doces Conventuais




















X Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais

Este ano não tenho fotos do interior do Mosteiro, onde esta Mostra teve lugar mais uma vez.

Mais deixo-vos uma pequena reportagem do exterior, no domingo soalheiro à tarde.






















Rua D.Pedro V, ao fim da tarde, vista parcial da Feira de velharias, antiguidades e coleccionisma, habitual no 3º domingo de cada mês.

14 de novembro de 2008

O mestre e o escorpião!

O mestre e o escorpião!

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava a afogar-se e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião picou-o. Pela reacção de dor, o mestre soltou-o e o animal caiu de novo à água e estava a afogar-se de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e de novo foi picado pelo escorpião. Alguém que estava observando aproximou-s e disse:
- Desculpe-me, mas você é teimoso ! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:"A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar".
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou a sua vida.

Não mude sua natureza se alguém lhe faz algum mal; apenas tome precauções.
Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação, porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema seu... É problema deles!

(Lições de vida, parábolas, sabedoria... chamem-lhe o que quiserem... mas pensem alguns segundos nisto).

9 de novembro de 2008

"A Noite de Cristal"

A Noite de Cristal???!!!
Sim, a "A Noite de Cristal", Reichskristallnacht, o primeiro grande sinal do esquema organizado pelos nazis para controlar/eliminar a raça judia, a 9 de Novembro de 1938.
Para que estes actos e outros semelhantes, de ontem e de hoje, não sejam esquecidos, actos de barbárie e humilhação, para que as vítimas sejam lembradas para sempre! (Uma prece silenciosa)

A Noite de Cristal é o nome pelo qual ficou conhecido o conjunto de actos de violência que ocorreram na noite de 9 de Novembro de 1938, em diversos cidades/vilas da Alemanha e da Aústria, sob o domínio Nazi. Pogroms (ataques violentos), destruição de Sinagogas, de lojas e de habitações, bem como agressões contra as pessoas identificadas como judias.
Para o regime nazi era a resposta à agressão de Ernst von Rath, um diplomata alemão em
Paris, por um judeu polaco.
A pedido de Hitler
, Goebbels instiga a atacarem os judeus. Heydrich organiza as violências que deviam visar as lojas de judeus e as sinagogas. Numa única noite, 91 judeus foram mortos e cerca de 25.000 a 30.000 foram presos e levados para campos de concentração. 7500 lojas judaicas e 1600 sinagogas foram reduzidas a escombros.
As ordens determinavam que os SA deviam estar vestidos à paisana, a fim que o movimento parecesse ser um um movimento espontâneo de uma população furiosa contra os judeus. Na verdade, as reações da população foram pouco favoráveis, pois os alemães não apreciam que se ataque ou tome a propriedade alheia. Os incêndios também chocaram uma parte da população, mas não o fato de que os judeus tivessem sido atacados fisicamente.
A alta autoridade
nazista cobrou uma multa aos judeus de um bilhão de marcos pelas desordens e prejuízos dos quais eles foram as vítimas.
O nome Kristallnacht deriva dos cacos de vidro (vitrinas das lojas, vitrais das sinagogas, etc.) resultantes deste episódio de violência puramente racista
.

Commémoration en Allemagne de la "Nuit de Cristal", il y a 70 ans
AP (Associeted Press)

La chancelière allemande Angela Merkel et les représentants de la communauté juive ont rendu hommage dimanche aux victimes de la "Nuit de Cristal", pogrom contre les Juifs perpétré il y a 70 ans, le 9 novembre 1938, en prélude à l'Holocauste.

Le pogrom, présenté comme des émeutes spontanées de la population s'en prenant aux Juifs dans toute l'Allemagne, a été organisé par le parti nazi au pouvoir depuis 1933 et perpétré au premier chef par les SA, ses sections d'assaut. Le pogrom, qui tire son nom des dizaines de milliers de devantures brisées par les nazis, commença le 9 novembre 1938 et dura deux jours.
Durant cette "Nuit de Cristal", 91 juifs furent tués, plus d'un millier de synagogues incendiées, quelque 7.500 magasins et bureaux appartenant à des Juifs pillés et saccagés. Plus de 30.000 hommes et jeunes garçons furent arrêtés et déportés vers les camps de concentration.
Au cours de la principale cérémonie officielle dans la plus grande synagogue d'Allemagne, celle de la Rykestrasse à Berlin, Angela Merkel a souligné que tirer les leçons du passé était crucial. "Nous ne devons pas rester silencieux. L'antisémitisme et le racisme sont une menace à nos valeurs fondamentales, celles de la démocratie, du respect de la diversité et des droits de l'homme", a-t-elle déclaré.
La présidente du Conseil central des Juifs d'Allemagne, Charlotte Knobloch, a appelé à la vigilance pour que de tels faits ne se reproduisent pas. A Rome, le pape Benoît XVI a dénoncé ces "horreurs" et souhaité une "société dans laquelle des gens de différentes
religions et cultures puissent vivre dans la paix et la justice".
Diverses cérémonies étaient prévues dans tout le pays, dont un concert dimanche soir à Berlin. AP


http://fr.news.yahoo.com/3/20081109/twl-allemagne-commemoration-nuit-cristal-0ef7422.html

A Noite de Cristal que anunciou o Holocausto ABEL COELHO DE MORAIS

Alemanha. Assinalam-se hoje os 70 anos do início da perseguição aos judeus
Foram mais de 12 horas de violência e destruição contra a comunidade judaica na Alemanha, que causaram 90 mortos, em números oficiais, e levaram às prisões 30 mil pessoas.Os ataques começaram na noite de 9 de Novembro de 1938 e prolongaram-se até à tarde seguinte. Com os acontecimentos destas horas - que ficarão conhecidos por Noite de Cristal (Kristallnacht) - abria-se um capítulo trágico e tenebroso na história alemã, que culminaria na estratégia de extermínio do Holocausto.As casas das famílias judaicas foram invadidas, as lojas e empresas assaltadas, as sinagogas incendiadas. A destruição espalhou-se da Alemanha à Áustria e aos territórios checos - o III Reich hostilizava a sua própria população, segundo o modelo de acção de todo o regime totalitário.Os testemunhos confirmam que o nível de violência iria legitimar a desumanização a que seriam submetidos os judeus com a barbárie do Holocausto. "Acordei ao som de vidros a partirem-se", recordava ontem Margot Schwarz, então com 17 anos, lembrando que, após o ataque à casa, voltaram "de madrugada para levarem o meu o pai". Não seria o único. Outros tantos milhares foram presos nessa noite e na manhã de dia 10, arrancados de suas casas ou interpelados nas ruas - "não se gerou pânico entre os judeus, apenas uma ideia fixa. Ia ser o salve-se quem puder", comentava Betty Alsberg, hoje com 88 anos. Na época a residir em Breslau (actual Vratislávia), Betty reviveu ontem em palavras o momento de 1938 em que se aproximava da sinagoga local, onde funcionava uma escola rabínica, a arder no centro da cidade. "Os professores diziam-nos 'saiam daqui, saiam da cidade', sabíamos que tudo estava a mudar".Outros testemunhos relembraram a passividade dos bombeiros, obrigados a actuarem apenas quando os incêndios, que grassavam nas sinagogas e casas de judeus, ameaçassem outras habitações. A sinagoga de Rykestrasse, em Berlim, não foi atacada por estar perto de residências alemãs. Mas nem todos subscreveram a hostilização aos judeus. "Muitos correram riscos nesses dias, por vezes só por nos trazerem comida", assinalava um sobrevivente.Para o regime, a Noite de Cristal era a resposta à agressão de Ernst von Rath, um diplomata alemão em Paris, por Herschel Grynszpan, um judeu polaco. De facto, abriu o capítulo mais negro na história da Alemanha: o genocídio dos judeus. Mas este genocídio não foi o primeiro nem seria o último no século XX.


http://dn.sapo.pt/2008/11/09/internacional/a_noite_cristal_anunciou_o_holocaust.html

5 de novembro de 2008

Amor e coragem

Copiei de um blog francês a seguinte mensagem.
É no mínimo uma lição de vida e de coragem.
E ainda nos queixamos da nossa "petite vie"?!

http://esocreative.canalblog.com/

CAN
A voir absolument pour l'amour, le courage ...

Un jour, un fils dit à son père «Papa, tu veux courir un marathon avec moi?» et le père dit « oui ». Ils courent ensemble leur premier marathon.
Une autre fois, le fils redemande « Papa, tu veux courir encore un marathon avec moi ? » et le père dit « oui, mon fils ».
Un jour, le fils demande à son père : « Papa, tu veux courir avec moile Ironman ? »
Le Ironman est le thriatlon le plus difficile qui existe (nager 4km, faire du vélo pdt 180 km et courir 42 km) .
Et le papa dit «oui ».
Le récit semble simple. Jusqu'à ce qu'on regarde ces images fantastiques!!!!



2 de novembro de 2008

O Ensino hoje

A ESCOLA PÚBLICA E O FORDISMO,

POR LUÍS TORGAL (Prof. Catedrático da Universidade de Coimbra)

A escola pública morreu, enquanto espaço democrático multifacetado (idealista) de instrução científica e artística e de formação cívica - já o proclamei aqui algumas vezes. Foi abruptamente estilhaçada pelo maremoto das desconexas e demagógicas ordenações socratistas de 2008: novo estatuto do aluno, nova lei sobre o ensino especial, novo regulamento de avaliação de desempenho docente e novo modelo de gestão escolar. Foi desacreditada pela propaganda do ministério e da ministra que a tutelam e caiu em desgraça junto da opinião pública. Foi tomada por demasiados candidatos a futuros directores escolares embevecidos pelos decálogos de José Sócrates e inebriados pelas cartilhas sobre as dinâmicas de gestão no mundo neoliberal – afinal, as mesmas cartilhas que agora puseram o mundo à beira do caos. Foi pervertida pela imposição, por parte do Ministério da Educação, de um sistema burocrático kafkiano que visa obrigar os professores a fabricarem um sucesso educativo ilusório. Foi adulterada por alguns professores pragmáticos ou desprovidos de consciência crítica, os quais exibem a sua diligente e refinada burocracia como arma de arremesso para camuflar as suas limitações científicas, pedagógicas e culturais. E, neste momento, quando decorrem nas várias escolas eleições para os conselhos gerais transitórios, está a ser vítima de um já previsível mas intolerável processo de politização (no sentido mais pejorativo da palavra). Tal processo é dirigido por forças que em muitos casos se mantiveram durante anos alheados dos grandes problemas das escolas, mas que na actual conjuntura encaram estas instituições (outrora) educativas como tribunas privilegiadas para servirem maquiavélicos interesses de poder pessoal e/ou de carácter político-partidário. A nova escola pública que está a emergir é uma farsa. Tornou-se um território deveras movediço, onde reina uma desmedida conflitualidade (e competitividade) social e política e uma grotesca e insuperável contradição entre os conceitos de 'escola inclusiva' e de 'pedagogia diferenciada'. Nesta instituição naufragaram, entretanto, num conspurcado lamaçal, os nobres ideais instrutivos, formativos e educativos. O famoso PC portátil 'Magalhães', ofertado em grande escala, numa bem encenada operação de marketing, a alunos do primeiro ciclo que cada vez sabem menos de Português ou Matemática e utilizam os computadores somente para simples divertimento é, de resto, o mais recente exemplo do sentido irreal e burlesco das prioridades deste sistema educativo. A nova escola pública é hoje uma empresa gerida por muitos tecnocratas alinhados com a actual ordem política, e equipada por operários que se desejam amanuenses servis e catequizados na alegada única ideologia vigente (a qual — agora já todos o sabemos — se encontra manifestamente em crise). A verdadeira função desta espécie de malengendrada e desalmada linha de montagem é produzir, automaticamente, em massa, de forma acelerada, e a baixos custos, duvidosos produtos estandardizados. Esta nova escola é, afinal, um hino ao velho Fordismo. O tal sistema que venerou o dinheiro como deus supremo do homo sapiens sapiens e que projectou um mundo sublime, onde o Homem é castrado da sua capacidade cognitiva e coagido a demitir-se das suas quotidianas obrigações familiares bem como de outros cívicos desígnios sociais em nome do lucro desenfreado (de uns poucos), da sobrevivência, do consumismo e do hedonismo desregrados. Aquele sistema perfeito superiormente ironizado por Aldous Huxley ('Admirável Mundo Novo') ou por Charlie Chaplin ('Tempos Modernos'), nos anos 30 do século XX, que está agora no epicentro de mais um 'tsunami' financeiro de consequências imprevisíveis para a humanidade, 'tsunami' esse cujas causas são reincidentes e estão bem diagnosticadas. Enfim, aquele implacável sistema materialista mecanicista e 'darwinista' cujo modo de vida John dos Passos também satirizou, numa obra datada dos mesmos anos 30 ('O Grande Capital'), com estas antológicas palavras: 'quinze minutos para almoçar, três para ir à casa de banho; por toda a parte a aceleração taylorizada: baixar, ajustar o berbequim-acertar a porca-apertar o parafuso. Baixar, ajustar o berbequim, acertar a porca apertar o parafuso, até que a última parcela de vida tenha sido aspirada pela produção e que os operários voltem para casa, trémulos, lívidos e completamente extenuados'.

'Porreiro pá!' Mas, pá, será esta a escola e o mundo que nós desejamos para os nossos alunos, para os nossos filhos?

Nota: Recebi em e-mail este texto, não sei onde foi publicado.

E, palavras para quê?!

Está tudo dito! Para os que conseguem decifrar a mensagem!

"Demagogia, feita à maneira..."

1 de novembro de 2008

Manif.




É pura ficção!!!
O filme é fantástico!!!
Está o máximo!!
Que mais dizer??
Ainda há criatividade!
(Graças a Deus)

22 de outubro de 2008

Pela Paz

Ao ler um artigo no jornal online Tinta Fresca, fiquei surpreendida pelo seu teor.
Na verdade, não tenho acompanhado muito as notícias ultimamente, mas ou escapou-me esta ou não apareceu nos écrans de televisão ou nas primeiras páginas dos jornais...
Um exemplo de como através da compreensão e respeito mútuo se pode alcançar a Paz no mundo. Que lição de humildade!!!


" Liderada por Ammar Al-Hakim, vice-presidente do Conselho Superior Islâmico e líder político da actual coligação no governo do Iraque, uma delegação do Iraque esteve, no dia 17 de Outubro, no Santuário de Fátima. Para além de outros membros do Governo iraquiano, esta comissão integrou Nazih Radwan, da Direcção do Fórum Luso-Árabe, e o Embaixador do Iraque em Portugal, Mowafak Maroki. À chegada ao Santuário, o grupo foi recebido, no edifício da Reitoria, pelo Reitor do Santuário de Fátima, Padre Virgílio Antunes. [...]"



Será que os políticos poderiam fazer o mesmo?
Depois desculpem-se com crises financeiras, económicas, culturais...
Façam bem o vosso trabalho, basta isso!



21 de outubro de 2008

Ailleurs

Ailleurs, il y a un monde de bonheur où les personnes sont encore heureuses.

Là-bas... ailleurs... lointain...

Où?

Où la violence n'existe pas.

Où la pollution n'existe pas.

Où la bourse, la banque, le crédit n'existent pas.

Où les personnes pensent, refléchissent, questionnent, discutent...

Où les personnes vivent tranquillement leurs vies, sans horaires, sans stress, sans des heures et des heures de travail, de dur travail...

12 de outubro de 2008

O nome da rosa

O Nome da Rosa, de Umberto Eco, adaptado pelo Fatias de Cá. Um projecto ambicioso mas bem concebido.

O Nome da Rosa, romance famoso do não menos famoso escritor-filósofo-ensaísta-linguísta-sociólogo italiano Umberto Eco. Adapatdo ao cinema em 1986, por Jean Jacques Annaud, realizador notável, contando na personagem principal com o distinto Sean Connery, o filme ajudou a popularizar esta bellíssima obra (synopsis en français).

Fatias de Cá iniciou a sua actividade em 1979, tendo hoje diversos centros de produção em Portugal e também Marrocos e Bulgária. É, sem dúvida, um projecto em constante renovação, colocando-se numa outra dimensão do conceito teatral, ainda tão clássico no final do século XX, apesar de conceitos inovadores e alternativos como o Open Air Theatre (em estádios, campos, ruínas, antigos teatros gregos e/ou romanos, praças de cidades/vilas...); o Teatro do Absurdo, de Ionesco, ... Não há lugar às três regras clássicas: espaço, tempo, personagem. Pode ou não haver um equilíbrio entre a história, o espaço e o tempo. Pode ou não haver cenários. Por vezes, o actor-personagem basta-se a si mesmo para criar uma história, num espaço vazio e sem tempo. O espaço cénico/palco e público, têm papéis diferentes ou similares. São novos conceitos ou recriações de acordo com um mundo que muda e que nem sempre aceita grandes mudanças.

O Fatias de Cá situa-se, em minha opinião, nestes novos conceitos da arte dramática.

A peça desenrola-se em diversas partes do Convento de Cristo, Tomar: claustros vários, sala do capítulo, charola, junto à famosa janela manuelina, refeitório, cozinha, sala das talhas, sala do forno, sala das cortes, sótãos, salas diversas, alas das celas dos monges, corredores labirínticos, capela principal, capela exterior sem telhado que, graças à lua, contrastava o negro das pedras com um fundo de um luar levemente nebulado, criando uma auréa de um misticismo maior... Sobem-se e descem-se escadas dezenas de vezes, quase às escuras. Perdemos o conto aos degraus pois nem sequer os contamos, o que interessa é seguir Guilherme de Baskerville (Carlos Carvalheiro, também o encenador), o téologo imperial franciscano encarregue pelo abade de investigar uma misteriosa morte de um monge copista e que, com o jovem monge-aprendiz Adso (Ricardo Zeferino) se vê envolvido num trama maior que o esperado. Seguem-se mais seis mortes, todas elas misteriosas. Cenas movimentadas: morte, medo, poder. Discussões acesas entre os dominicanos e franciscanos, num convento beneditino. A luta pelo poder e pela protecção do Papa de Avinhão, opondo-se ao Papa de Roma, figura ausente da trama, mas presente no espírito ideológico-religioso da época. Tentativa vã de evitar sismas ou heresias. Época difícil em que o poder estava do lado da força das armas e dos maliciosos, argutos, malélovos e inteligentes, fossem religiosos ou príncipes, amigos ou não. A luta pelo poder foi forte e feia. Matava-se, roubava-se... Deus era a inspiração e em nome de quem se cometia tanta barbárie. Talvez alguns acreditassem piamente naquilo que defendiam e, por isso, lutavam em nome de Cristo com toda a energia e fé, enquanto que outros, houve-os em todos os tempos, os oportunistas, os intisgadores, os cabecilhas, sugeriam, ordenavam, mas raramente manchavam as mãos de sangue.

Mas tudo isto será passado???

A peça teve oito momentos - oito trombetas apocalípticas: granizo(morte), sangue(morte), água(morte), estrelas(morte), escorpiões, enxofre e mel. Entre cada uma delas regressávamos ao refeitório para com os monges partilharmos momentos de oração e de refeição claro, muito mediavalesco: frutos secos, partidos com uma pedra; tostinhas de queijo e ervas aromáticas; canjinha de galinha bebida numa tijela de barro (esperemos que não fosse a galinha que o Salvador, ajudante do dispenseiro, usava em rezas tão pouco cristãs, lol); arroz no forno com galinha (a da canja ihih) e couves cozidas; bolos simples, quase medievais e vinho tinto quente açucarado com sabor intenso de canela (uma verdadeira delícia) e, no fim da peça, café da avó uma uma Fatia de Tomar ou Fatia de Cá, cujo doce regional deu nome ao grupo.

O lema deste grupo é uma frase atribuída a Galileu "Não resistimos nem a uma ideia nova nem a um vinho velho."

P.S. Foi uma forma diferente de comemorar mais um ano de vida de uma grande amiga, não foi Isabel? (Apesar da malta se ter esquecido... snif snif). Jinho grande.

10 de outubro de 2008

Vinte anos e um dia

Finalmente acabei o livro de mesa de cabeceira. Estava difícil. Há já dois meses que andava ali, ao lado, companheiro de noites, mas bastante preterido a outros. Vinte anos e um dia, de Jorge Semprún, como diz uma nota na capa Vinte anos e um dia era o tempo de prisão a que eram sentenciados os prisioneiros políticos em Espanha; foi também o tempo decorrido entre o pronunciamento de Franco e as primeiras manifestações de resistência contra o Caudilho.

Jorge Semprún um notável homem das letras, espanhol pelas origens, francês por condicionantes da vida e por opção própria. No entanto nunca se desligou da sua pátria primeira, como se pode verificar na sua biografia. Fiz uma hiperligação para o Webboom onde há uma sumária biografia deste militante comunista, resistente espanhol e francês, sobrevivente de um campo de concentração, homem da filosofia e da escrita, um Homem do século XX. Foi também Ministro da Cultura no tempo de Felipe Gonzalés.

Nunca tinha lido nada dele, aliás, e apesar de bastante premiado, não conhecia este autor. Descobri-o, por acaso, naquelas vendas com descontos e que eu aproveito para comprar livros às dezenas e que depois levo anos a ler...
Quanto ao livro, não foi uma leitura fácil, mas insisti e consegui acabar de ler, o que nem sempre acontece.
Hoje em dia, raramente faço um esforço para ler um livro que não me agrade nas primeiras páginas, ainda tento 20, 30 e as vezes 50 páginas, depois se não houver uma centelha que me desperte curiosidade, este vai juntar-se às dezenas que aguardam a sua vez.
Ler depende do estado de espírito, por isso em alturas diferentes da nossa vida podemos ter opiniões divergentes do mesmo livro, isto se o lermos segunda vez. E quando se trata de uma primeira leitura, para deleite próprio, esta agrada-nos ou não de acordo com a nossa personalidade, por vezes por motivos exteriores ou interiores não estamos predispostos a ler aquele livro naquele momento.

Vinte anos e um dia, é difícil de classificar. A narrativa não é linear, um pouco confusa, cheia de analepses, processo recorrente ao longo de toda a obra. Apesar de identificada como um romance, nela há inúmeras incursões na vida de um certo Semprún (pai) e de um certo Federico Sanchez, nome de "guerra", nome de código do autor durante a ditadura franquista. Referências a personagens reais, momentos da guerra civil, da ditadura que se seguiu. Creio que se mistura a ficção com a realidade, ou será que é a realidade que foi ficcionada?!

2 de outubro de 2008

Famílias...

Hoje e ontem ouvi uma notícia que por estranha que seja revela também o quanto é tão pouco linear e convencional o nosso quotidiano, ainda que o aparentemente seja.

A propósito de um pai que saiu da Bélgica com três filhas há meses... seguem-se duas notícias que retirei de jornais online conforme podem verificar na fonte.

Comentando esta notícia a propósito da temática das Famílias Tradicionais e Novas Famílias, com jovens entre os 15-18 anos, não consegui desencadear nenhum debate, nem comentário crítico, por mais insignificante que fosse. E alguns tinham ouvido a notícia!! Ou é-lhes indiferente ou estão pouco informados e alertados para situações de risco em família, seja com a família natural ou não.

A mim chocam-me várias coisas:
- a mendicidade como forma de sobrevivência (apesar das meninas terem bom aspecto nas fotos dos jornais e na tv);
- o afastamento total da família e dos amigos.
Não consigo perceber como é que a filha mais velha, de 14 anos, não conseguiu ser autónoma e racional o suficiente para pegar numa moeda e telefonar a um familiar. Acharia normal a situação de estar sem contacto algum com a mãe e demais familiares durante 9 meses? Teria medo? Não me pareciam amedrontadas. Haverá ligações afectivas-psicológicas tão fortes que inibam uma adolescente de ter uma atitude de rebeldia, de saber agir perante um problema, de decidir... Pois se dizem não terem sido maltratadas pelo pai e não terem sentido medo porque estavam com o pai, não estranhariam a total ausência de contacto com os seus familiares, amigos, colegas, escola, país?
Tantas dúvidas e angústias...
E este até não foi um caso muito grave (são tantas as notícias horríveis sobre crianças desaparecidas que até já eu avalio diferentemente...).

Faz-me reflectir no quão frágil é a instabilidade emocional de cada um de nós. Estamos presos por um fio, uma linha, facilmente cortada e facilmente passamos para um mundo de alheamento e de fantasia onde os princípios e as regras são outras. Não necessariamente piores... mas irregulares, longe dos padrões sociais desejáveis.
É muito complicado: perceber, compreender e aceitar.



Detido em Viseu belga que terá raptado as três filhas
30.09.2008 - 09h04 Lusa
O cidadão belga que terá raptado as três filhas menores foi detido ontem à noite em Viseu, disse hoje fonte do comando da PSP da cidade. As três crianças foram entregues a uma instituição.As crianças de 14, 10 e sete anos desapareceram em Janeiro deste ano da localidade de Deurne, Antuérpia, na Bélgica. Foram trazidas para Portugal pelo pai Cornelius Otto numa auto-caravana contra a vontade da mãe de quem está separado. Fonte da PSP de Viseu adiantou que o homem foi detido ontem à noite e as crianças entregues a uma instituição. "A detenção foi feita pela PSP mas o caso já foi entregue à Polícia Judiciária", disse a mesma fonte escusando-se a dar mais pormenores. Desde Janeiro que a Polícia belga e a organização não governamental de apoio a crianças desaparecidas ou sexualmente exploradas "Child Focus" procuravam o paradeiro das três meninas. As autoridades acreditavam que as crianças estariam em trânsito pela Europa, acampando em parques de campismo por tempo indeterminado e, segundo o IAC, poderiam estar em Portugal. O homem e as três crianças viajavam numa auto-caravana. Como meio de subsistência dedicava-se à mendicidade com as raparigas, tocando um realejo em locais públicos. Em Março, o procurador do Ministério Público belga decidiu lançar uma campanha junto da imprensa belga, seguida em Maio por uma campanha internacional, liderada pela "Child Focus" e que inclui a divulgação de um vídeo no site YouTube em três línguas distintas: flamengo, francês e inglês. Esta iniciativa foi realizada em parceria com o ICMEC (International Centre for Missing and Exploited Children, EUA), utilizando o canal de crianças desaparecidas já utilizado anteriormente, aquando do caso Madeleine McCann em Portugal.


http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344382

Três crianças belgas desaparecidas encontradas em Viseu Truke, de 7 anos, Gerda de 10, e Godelieve Otto, de 14 anos, estão em Viseu e foram encontradas ontem à noite. Estavam desaparecidas desde Janeiro. O alegado raptor, o pai, foi detido pela polícia.As três irmãs belgas foram encontradas em Viseu com o pai, que acabou por ficar detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP). As meninas foram levadas para uma instituição social de Viseu. As menores terão sido levadas pelo progenitor, Cornellis Otto, de 39 anos, em Janeiro, sem o consentimento da mãe. A progenitora adianta que apenas deixou uma carta na caixa de correio na qual dizia ter levado as filhas. Viviam em Deurne, na Antuérpia (Bélgica). O pai dedicava-se à mendicidade e vagueava pela Europa a dormir em parques de campismo, relata a imprensa de hoje. Chegou a ser identificado no Montijo no final de Janeiro. Num vídeo divulgado na Internet , a mãe das três meninas fez um apelo internacional para que fossem encontradas. O desaparecimento de Truke, Gerda e Godelieve Otto estava a ser seguido pela polícia belga, tendo sido desencadeada uma acção internacional com a "Child Focus". Trataou-se de uma iniciativa da ICMEC (International Centre for Missing and Exploited Children, EUA), que utilizou o canal de crianças desaparecidas já estabelecido aquando do caso Madeleine McCann, em Portugal. No nosso País, o alerta foi lançado pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC).
so, Terça, 30 de Setembro às 9:14

http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/12055&sid=ae.sections/3

18 de setembro de 2008

Brilhar

Numa demanda em busca de ideias para criar um blog da Área de projecto, sugestivo, apelativo, interactivo... descobri que há imensos blogs desta área não disciplinar, sobretudo do 12º ano, uns mais fracos outros bastantes bons. O que já li motivou-me ainda mais para concretizar, em conjunto com os "meus meninos", claro, esse blog.
Saltando de escola em escola, de blog em blog, fui parar a um blog de um professor e ao "cuscar" não resisti a copiar, sim COPIAR, de forma descarada, esta história. Achei-a fantástica!!! (Vá-se lá saber porquê!)
Ah! Mas eu vou citar o blog:
http://jghandy.blogspot.com/

Era uma vez...

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:

- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!


E é assim... Diariamente, tropeçamos em cobras!

10 de setembro de 2008

27 de agosto de 2008

Rabiscuits



3º edição do Rabiscuits
Mostra de Arte Experimental em Alcobaça.










62 artistas, desde as Artes Plásticas às Curtas-metragens e Música.

19 de agosto de 2008

Maiakovisky - Niemöller - Brecht

Já li e reli este mail.
Recebi-o várias vezes, talvez o tenha encaminhado e apagado outras tantas vezes. Mas hoje recebi-o de novo e decidi publicar os poemas / desabafos nele expressos.

A realidade que ali está escrita, implícita ou explicitamente, é algo que me inquieta há muito, assim como a uma ou outra pessoa que partilha comigo/connosco uma visão menos optimista desta engrenagem político-económica europeia, outrora, e cada vez mais global, hoje. E que se tem acentuado nos últimos anos.

A história que nos ensinam pode ou não revelar esses factos, dependendo de regimes, políticas governativas e educativas. Dependendo do meio familiar e cultural. E, sobretudo, dependendo do INDÍVIDUO.

A história faz-se de trechos, momentos, evocações, ilustrações que desencadeiam questões, tantas vezes sem resposta e que, a cada tentativa de resposta, despoletam cada vez mais questões... há como que um bichinho em nós que nos obriga a ler, ler, ler, investigar, procurar... tentando encontrar uma resposta clara e objectiva e que descobrimos, desapontados ou não, que essa resposta não existe.
Todavia essa busca de verdade abre-nos outras perspectivas, caminhos...
A verdade nunca é simples e clara, antes pelo contrário, envolve-se em neblinas e negrumes, anseios, esperanças e desilusões... SONHOS VÃOS...
A Demanda do Graal!!!

Os outros, diziam-nos pessimistas, "recusavam" ouvir, partilhar ou emitir opinião sobre o assunto... mas todas estas "coisas" tiveram uma origem silenciosa e sobretudo organizada... e, quando os outros acordaram era tarde, estavam instalados regimes totalitários que tão próximos conhecemos, fisica e ideologicamente.

A erva daninha é difícil de erradicar e por muitos químicos que se usem para a destruir, mais tarde ou mais cedo ela surge, pequena, discreta, apagada e não ligamos. Quando reparamos nela, porque nos incomoda, já cresceu, robusteceu e... agora exige força, determinação e, sobretudo, muito trabalho para eliminá-la.

"Eles andem aí!"



Maiakovisky - poeta russo, "suicidado" após a revolução de Lenine , escreveu no início do século XX .
Na primeira noite
eles se aproximam
e colhem uma flor
de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem :
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz
da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.


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"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;j
á não havia mais ninguém para reclamar..."

Martin Niemöller, 1933 ,
símbolo da resistência aos nazistas.

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(Parodiando o pastor protestante Martin Niemöller:
"Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho..."
Claudio Humberto, fev 2007 )

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Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

É PRECISO AGIR

Bertold Brecht (1898-1956)

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Tudo que os outros disseram foi depois de ler Maiakovisky.
Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos encontremos tão desamparados, inermes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, quev ampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, há muito se tornou inútil.
(Este último comentário é de autor desconhecido)

12 de agosto de 2008

A minha indignação

Homepage
Comentários Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Margarida

Sentir minimamente na pele...
Terça-feira, 12 de AgosTo de 2008 2:36

Andava há uns dias a pensar escrever sobre a situação abordada no texto e sobretudo nas imagens. Abri a página do Clix e foi a primeira "clicadela" que dei e depois vi as imagens, seguidamente pensei se devia escrever algo.
Aqui estou a escrever esse algo que nada mais é que sublinhar a negrito e com letras gigantes as legendas das imagens tal como expressões " a dança das macas", "corredores superlotados", sala de penso e de tratamento exígua, onde ao lado o médico e enfermeiros trocavam de turno e falavam de doentes e de quem ia jantar e onde, e de quem já não podia ir porque tinha que ficar na sala (poucos), etc, etc.
Há precisamente um mês vivi tudo isto no Hospital de Portimão. ( O tal que, soube na reportagem, tem apenas 9 anos e que constatei in loco que não tem condições para assistir às populações de metade do Algarve e do Alentejo , quanto mais aos milhares de turitas sanzonais). Já tentei descrever a amigos o interior das urgências: corredores estreitos e com ângulos incríveis, salas minúsculas, doentes de fita amarela em macas, sentados nas parcas cadeiras( 2/3 sem exagero) no corredor, na mini-sala dentro das urgências, na sala exterior (que devia ser reservada apenas a familiares) e alguns no próprio exterior das urgências, inclusive um senhor de idade desmaiou junto do segurança na entrada exterior, só assim, pelos vistos, foi mais prontamente assistido. Um rol bem grande, garanto-vos.

Médicos? Um ortopedista (pensava eu, pois vi-o sair de uma sala que dizia Ortopedia, mas depois de ler o vosso artigo já não sei), que respondeu arrogantemente a um doente que tinha entrado muito antes de mim e que se dirigiu ao médico nestes termos "Sr. Dr. estou aqui há tanto tempo... ninguém nos vê...", resposta do médico "Queixe-se aos meus colegas que estão aí, eu só cá venho uma vez por semana", ao que o paciente respondeu " Sr. Dr. não o tratei mal, apenas queria saber quando me atendem..." (boa resposta e muito educada, com o sotaque algarvio e de quem apenas se impacientava educadamente de estar há umas 5h, pelo menos, sem ser visto por ninguém). Outro médico? Sim, um espanhol, pelo menos o sotaque, que apareceu chamando um doente, vindo de outro lado, não sei de onde e que nunca mais voltou. Havia mais médicos? Sim, uma Dra Natália, russa ou ucraniana, simpática, educada, uma palavra amiga a quem se lhe dirigia, inclusive o senhor que referi acima e que se queixava do tempo que estava à espera e ao qual lhe respondeu, educadamente, que tinha razão, mas não tinham médicos suficientes. Ouvi a Dra dizer que eram só quatro no serviço. Infelizmente, soube pelos bombeiros, na ambulância, que tinham acabado de entrar quatro feridos de um acidente de viação e que se calhar ia demorar, o tempo de espera é que foi mais que demorado, estive 4 h sem ser vista por ninguém e tinha um traumatismo craniano, nada de grave, mas na altura não se sabia. Talvez estivessem nas outras urgências os outros médicos.

Enfermeiros? Nos corredores das urgências vi passar 3 ou 4 (muitas vezes nem olhavam para os pacientes, estavam apenas de passagem); sala de injetáveis: 1 enfermeira, e espaço minúsculo; sala onde me coseram (mas que não limparam bem o sangue, soube à posteriori, fiz imensos coágulos) e talvez seja também sala de tratamentos: 4 ou 5 enfermeiros, em mudança de turno.
Sala da Tac. 2 técnicos.
Funcionários de apoio: 3 ou 4 ( e uma delas estava a trabalhar noutro piso e cada vez que vinha às urgências lá ia dando uma ajuda).
Ficávamos nos corredores à espera que os funcionários tivessem tempo para nos levarem ou para irem buscar-nos para os exames, etc.

Não chega apenas a boa vontade.
É preciso PESSOAS para trabalharem e assistirem dignamente as pessoas, há minímos.

Passei 8h e tal nas urgências girando entre estes espaços. Vi pessoas de idade, a maioria, ali quase ao abandono.
Devo dizer que constatei que quem tem uma maca é um privilegiado apesar de tudo, pois pode estar lá dentro, ainda que as correntes de ar possam provocar gripes ou situações piores.

Um bem haja especial a uma funcionária que pensei de início ser espanhola, mas afinal era de leste, pelo nome da placa identificativa (disseram-me, não conseguia ler), pois foi ela um verdadeiro Anjo da Guarda para mim e para todos os que solicitavam a sua ajuda. Uma delicadeza para os velhinhos e uma voz doce, doce. Sem ela talvez tivesse ficado mais 4h e tal sem observação.
Mas quero destacar além dessa funcionária, a delicadeza de um jovem enfermeiro que tentou lavar-me o cabelo e libertar-me daquela massa de sangue e da já referida Dra Natália que me observou, não sei se era uma doente destinada a ela ou não, a pedido dessa jovem, bonita e doce menina de leste.

Apesar de tudo penso que todos tentam fazer o seu melhor mas não têm condições, nem físicas, nem humanas.

A sensação que tive era que aquilo não era um hospital a sério!


Um bem haja aos bombeiros de Portimão, pois os seus primeiros socorros foram fundamentais e de uma simpatia exemplar.
Obrigada por me deixarem partilhar a angústia que senti, sobretudo, por dezenas de pessoas idosas.
Margarida Graz.

P.S. Entraram dois pacientes ingleses enquanto lá estive e não estiveram muito tempo no corredor junto de mim...

5 de agosto de 2008

Le fabuleux destin d'Amélie Poulain


Le fabuleux destin d'Amélie Poulain


Hoje lembrei-me de escrever sobre este filme, pois há uns dias atrás decidi adicionar alguns trechos da sua banda sonora e que acompanham quem estiver visualizando o blog. A música é de Yann Tiersen, uma melodia fantástica.


É dos filmes mais bonitos que vi! Maravilhoso! Encantatório! Doce! Suave! Poético! Lindo!!!


Adorei o enredo, a luz, a cor, as personagens... aquele cantinho de Montmartre tão pitoresco deve existir ainda genuinamente, tal os bairros de Lisboa.


Audrey Tautou no papel de Amélie é excelente, um trabalho minucioso, de gestos e olhares, criando uma personagem que é uma pessoa diferente, introvertida, atenciosa e que vê, de repente, que o seu papel nesta vida é ajudar os outros - um anjo da guarda, discreto e secreto. Uma personagem no tempo e fora do tempo.

Um filme a ver e rever...

11 de junho de 2008

O OURO NEGRO

Hoje presenciei algo que nunca imaginei: filas de carros para abastecer... não porque a gasolina vai aumentar 2 ou 4 cêntimos mas porque poderá haver ruptura total nas bombas de gasolina. Aliás, como já acontece um pouco por todo o país e até aqui na região. Os carros, carrinhas e até ambulâncias, carros de bombeiros... em fila. Enquanto isso Portugal jogava no Europeu. Logo, a situação é mesmo desesperante, pois, em caso algum, um português que se preze põe o nariz fora da Tv em dia de jogo da Selecção. E, como ganhámos ( o que deu imenso jeito... a quem de direito), a malta vai apssar horas a comemorar e a gramar horas infinitas de TV (quem quiser, claro), a entrevistar quinhentas mil pessoas... que dizem... resumidamente.... nada.... Excepto que estão orgulhosos da Selecção... de vez em quando também de serem portugueses... e patati e patata...

Na minha mente apenas as imagens fotgráficas de um Maio/Junho distantes, em França... 1968... em que se instalou o caos devido a paralizações, greves, manifestações, falta de transportes públicos, de correios, etc, etc e..... falta de combustível. Quando refiro essa época, esse conjunto de manifestações púlicas, sociais e outras coisas mais, costumava dizer que hoje isso era impensável, que seria um caos ainda maior, devido à grande dependência de quase, para não dizer todos, os sectores. Voilà, afinal esse dia está próximo.
O mundo não aprende com a história que lemos e que escrevemos.

Demagogia
Feita à maneira.... lálálá

E assim se vai neste quintal à beira-mar plantado.

12 de maio de 2008

Bonjour Tristesse

Jean Seberg

Jean Seberg, née le 13 novembre 1938 à Marshalltown dans l'Iowa, décédée le 8 septembre 1979 à Paris, est une actrice américaine qui passa une partie importante de sa carrière en France.

Jean a été l'actrice de Bonjour tristesse, sous la direction d'Otto Preminger.
Icône aussi de la Nouvelle Vague, dans le cinéma, pendant que Françoise c'est dans la littérature.


Tous ces films n'ont pas eu du succès. une fille assez moderne, comme Françoise, tombé dans des désastres amoureux et profissionnels, partagent certains vices avec Françoise, comme l'alcool et les drogues, des jeunes filles vivant des rêves d'une nouvelle femme, plus libérée, plus indépandante...

Militante pour les plus fragiles comme les Améridiens et les noirs, ça lui a trouvé des problèmes envers les autorités américaines.

Une vie triste, toujours en recherche de l'amour et de la vraie liberté, celle de l'âme. Pauvre Jean.

Malheureuse, je rends hommage à une des femmes, comme Françoise, Simone (de Beauvoir, Veil, Signoret), et tant d'autres qui ont fait un bout de chemin, pas toujours le mieux, pour qu'on puisse avoir aujourd'hui une vie plus digne, plus libre, plus indépendente, plus égale, plus facile...
Merci, mes chères FEMMES hors du normal, hors-série!!!!

http://activitesiej.canalblog.com/

11 de maio de 2008

Mai 68

Mai 68


Je ne vous oublirai jamais.

30 de abril de 2008

A morte é arte?!!! Isto é Loucura... desumanização sim!

Ao "passear" na blogosfera descobri este post, com o qual fiquei horrorizada.
Não costumo ligar muito a estas coisas mas isto é verdadeiramente incrível!!!

Em nome da medicina e da qualidade da vida humana fazem-se atrocidades que nem quero imaginar. Nós, que beneficiamos de uma medicina curativa ou paliativa, nem sequer imaginamos viver de outra forma. Esta qualidade de vida deve-se ao facto de uns quantos "loucos" terem dedicado as suas vidas ao progresso e à vida. Mas em que condições o fizeram? Foram éticos sempre? Não sabemos e nem cabe a nós condenar aqueles que por vezes agiram de forma menos ética. Sempre em prol do progresso e da vida humana.

Contudo quando se fala de Arte, do conceito ou conceitos modernos de arte, talvez deva dizer contemporâneos e não modernos, por vezes "descubro" instalações, acções, intervenções que têm algo de gritante, vazio, mau gosto, chocante, cómico, etc... creio que o que interessa é fazer pensar. Mas quando se usam vidas, neste caso um animal, e se considera arte deixar morrer um animal em frente do público visitante e isso é considerado ARTE!!!! E é distinguido!!!!?????
Eu que normalmente não publico coisas deste género fiquei de tal forma chocada que achei um dever fazer este apelo, dar esta informação.

A seguir, será também arte ir à rua e pegar num sem-abrigo e deixá-lo a morrer num canto de uma galeria???!!!!

Em que mundo vivemos??????????????
Valores?????
Quais????

Revolta e indignação!!!!

Passo a citar o que li no blog http://asartesdabia.blogspot.com/
(postado a 7 de Abril, e tem fotos deste crime)


" Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede. Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu de inanição, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensível calvário.
Pois isso não é tudo: a prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvajaria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensível Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal em 2008. Facto que podemos tentar impedir, colaborando com a assinatura nesta petição :http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html (não tem que se pagar, nem registar) para enviar a petição, de modo que este homem não seja felicitado nem chamado de ‘artista’ por tão cruel acto, por semelhante insensibilidade e desfrute com a dor alheia.

‘Haverá sempre, em algum lugar, um cão abandonado, que me impedirá de ser feliz…’ Jean Anouilh

Contribuam com a vossa assinatura para que não deixem sofrer "o amigo do homem"! "

EU JÁ ASSINEI, ASSINE VOCÊ TAMBÉM!!
E se entender passe a palavra aos amigos
Obrigada,
Meggy

P.S. Na petição online está este blog, onde se pode também testemunhar a atrocidade em relação ao animal e também outras sandices incompreensíveis.
http://elperritovive.blogspot.com/

25 de abril de 2008

25 de Abril

















LIBERTÉ

(Poésie et vérité, 1942 - Paul Éluard)

Sobre meus cadernos de escolar
Sobre minha escrivaninha e as árvores
Sobre o sabre e sobre a neve
Eu escrevi teu nome

Sobre todas as páginas lidas
Sobre todas as páginas brancas
Pedra sangue papel ou cinza
Eu escrevi teu nome


Sobre as imagens douradas
Sobre as armas dos guerreiros
Sobre a coroa dos reis
Eu escrevi teu nome

Sobre a floresta e o deserto
Sobre os ninhos sobre os ornamentos
Sobre os ecos de minha infância
Eu escrevi teu nome

Sobre as maravilhas das noites
Sobre o pão branco das jornadas
Sobre as estações
Eu escrevi teu nome

Sobre os campos sobre o horizonte
Sobre as asas dos pássaros
E sobre o moinho das sombras
Eu escrevi teu nome

Sobre cada sobre de aurora
Sobre o mar sobre os barcos
Sobre a montanha demente
Eu escrevi teu nome

Sobre a espuma das nuvens
Sobre os suores das tempestades
Sobre a chuva espessa e monótona
Eu escrevi teu nome

Sobre as formas cintilantes
Sobre os sinos de cores
Sobre a verdade física
Eu escrevi teu nome

Sobre os sentimentos despertados
Sobre as rotas percorridas
Sobre os lugares que passamos
Eu escrevi teu nome

Sobre a lâmpada que acende
Sobre a lâmpada que apaga
Sobre minhas casas reunidas
Eu escrevi teu nome

Sobre o fruto cortado em dois
Do espelho e do meu quarto
Sobre minha cama vazia
Eu escrevi teu nome

Sobre meu cão guloso e terno
Sobre suas orelhas em pé
Sobre sua pata manca
Eu escrevi teu nome

Sobre o trampolim de minha porta
Sobre os objetos familiares
Sobre a onda do fogo abençoado
Eu escrevi teu nome

Sobre a carne viva
Sobre a face dos meus amigos
Sobre cada mão que se estende
Eu escrevi teu nome

Sobre a vidraça das surpresas
Sobre os lábios atentos
Bem embaixo do silêncio
Eu escrevi teu nome

Sobre meus refúgios destruídos
Sobre minhas frases desabadas
Sobre os muros do meu tédio
Eu escrevi teu nome

Sobre a ausência sem desejo
Sobre a solidão nua
Sobre as marcas da morte
Eu escrevi teu nome

E pelo poder de uma palavra
Eu recomeço minha vida
Eu nasci para te conhecer
Para te nomear: Liberdade

(Tradução de Paulo Lima)
http://recantodasletras.uol.com.br/entrevistas/493951


Liberté - Paul Eluard

Sur mes cahiers d'écolier
Sur mon pupitre et les arbres
Sur le sable sur la neige
J'écris ton nom


Sur toutes les pages lues
Sur toutes les pages blanches
Pierre sang papier ou cendre
J'écris ton nom


Sur les images dorées
Sur les armes des guerriers
Sur la couronne des rois
J'écris ton nom


Sur la jungle et le désert
Sur les nids sur les genêts
Sur l'écho de mon enfance
J'écris ton nom


Sur les merveilles des nuits
Sur le pain blanc des journées
Sur les saisons fiancées
J'écris ton nom


Sur tous mes chiffons d'azur
Sur l'étang soleil moisi
Sur le lac lune vivante
J'écris ton nom


Sur les champs sur l'horizon
Sur les ailes des oiseaux
Et sur le moulin des ombres
J'écris ton nom


Sur chaque bouffée d'aurore
Sur la mer sur les bateaux
Sur la montagne démente
J'écris ton nom


Sur la mousse des nuages
Sur les sueurs de l'orage
Sur la pluie épaisse et fade
J'écris ton nom


Sur la vitre des surprises
Sur les lèvres attentives
Bien au-dessus du silence
J'écris ton nom


Sur mes refuges détruits
Sur mes phares écroulés
Sur les murs de mon ennui
J'écris ton nom


Sur l'absence sans désirs
Sur la solitude nue
Sur les marches de la mort
J'écris ton nom


Sur la santé revenue
Sur le risque disparu
Sur l'espoir sans souvenir
J'écris ton nom


Et par le pouvoir d'un mot
Je recommence ma vie
Je suis né pour te connaître
Pour te nommer


Liberté


Sobre o 25 de Abril:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_dos_Cravos

http://www.25abril.org/

http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage

http://web.educom.pt/pr1305/abril.htm

24 de abril de 2008

BOM TEMPO

Que belo dia de Primavera!

Um belo dia para agradecer a todos os visitantes de Portugal e do Brasil, que têm sido muitos. Obrigada.

Je remercie à tous ceux qui me visitent de toute l'Europe et partout le monde. Merci.

I thank all the ones that visit me of all the Europe and the world. Thanks.

13 de abril de 2008

Il y a un an III

Dernier jour avec nous.
Match entre IEJ et Regina Asssumpta, beaucoup de public, beaucoup d'émotions d'un coté et de l'autre.



Un des desserts... après le dîner évidemment.


Les belles et sympathiques canadiennes.



Différentes origines et différentes cultures (du Laos, italienne, grècque, libanaise, roumaine et portugaise) d'un coté et de l'autre de cet immense océan, des milliers de kilomètres nous séparent pourtant une même jeunesse, un même espoir d'un avenir plus amical et plus universel.

Quatre jours très intenses et d'une richesse culturelle énorme.

Tout les efforts ont eu comme but le développement et l'enrichessement des jeunes... nous, les adultes, nous aussi nous sommes enrichis par ces jours formidales.

A plus,

12 de abril de 2008

Il y a un an III

Matin libre à Leiria.
L'après-midi on a visité Óbidos, Caldas da Rainha et Foz do Arelho... il a plu tout le temps! Un vent fort et froid! Ce qu'on a vu de la mer c'est ce que cette image témoigne. Bon, on a bien senti l'odeur de la mer... de l'océan atlantique.

11 de abril de 2008

Il y a un an II

Il y a un an...
Il était mercredi... visite au Collège et petit tour en ville, guidé par les élèves du 11ème année, F.E.: église, bibliothèque, pompiers, marché, maisons historiques...





L'après-midi, jeu dans un Collège,à Fátima, contre l'équipe de futsal féminin; visite au sanctuaire; dîner à Golpilheira, génereuse offerte de l'Association locale.


Note: d'autre photos dans

http://activitesiej.canalblog.com/