9 de novembro de 2008

"A Noite de Cristal"

A Noite de Cristal???!!!
Sim, a "A Noite de Cristal", Reichskristallnacht, o primeiro grande sinal do esquema organizado pelos nazis para controlar/eliminar a raça judia, a 9 de Novembro de 1938.
Para que estes actos e outros semelhantes, de ontem e de hoje, não sejam esquecidos, actos de barbárie e humilhação, para que as vítimas sejam lembradas para sempre! (Uma prece silenciosa)

A Noite de Cristal é o nome pelo qual ficou conhecido o conjunto de actos de violência que ocorreram na noite de 9 de Novembro de 1938, em diversos cidades/vilas da Alemanha e da Aústria, sob o domínio Nazi. Pogroms (ataques violentos), destruição de Sinagogas, de lojas e de habitações, bem como agressões contra as pessoas identificadas como judias.
Para o regime nazi era a resposta à agressão de Ernst von Rath, um diplomata alemão em
Paris, por um judeu polaco.
A pedido de Hitler
, Goebbels instiga a atacarem os judeus. Heydrich organiza as violências que deviam visar as lojas de judeus e as sinagogas. Numa única noite, 91 judeus foram mortos e cerca de 25.000 a 30.000 foram presos e levados para campos de concentração. 7500 lojas judaicas e 1600 sinagogas foram reduzidas a escombros.
As ordens determinavam que os SA deviam estar vestidos à paisana, a fim que o movimento parecesse ser um um movimento espontâneo de uma população furiosa contra os judeus. Na verdade, as reações da população foram pouco favoráveis, pois os alemães não apreciam que se ataque ou tome a propriedade alheia. Os incêndios também chocaram uma parte da população, mas não o fato de que os judeus tivessem sido atacados fisicamente.
A alta autoridade
nazista cobrou uma multa aos judeus de um bilhão de marcos pelas desordens e prejuízos dos quais eles foram as vítimas.
O nome Kristallnacht deriva dos cacos de vidro (vitrinas das lojas, vitrais das sinagogas, etc.) resultantes deste episódio de violência puramente racista
.

Commémoration en Allemagne de la "Nuit de Cristal", il y a 70 ans
AP (Associeted Press)

La chancelière allemande Angela Merkel et les représentants de la communauté juive ont rendu hommage dimanche aux victimes de la "Nuit de Cristal", pogrom contre les Juifs perpétré il y a 70 ans, le 9 novembre 1938, en prélude à l'Holocauste.

Le pogrom, présenté comme des émeutes spontanées de la population s'en prenant aux Juifs dans toute l'Allemagne, a été organisé par le parti nazi au pouvoir depuis 1933 et perpétré au premier chef par les SA, ses sections d'assaut. Le pogrom, qui tire son nom des dizaines de milliers de devantures brisées par les nazis, commença le 9 novembre 1938 et dura deux jours.
Durant cette "Nuit de Cristal", 91 juifs furent tués, plus d'un millier de synagogues incendiées, quelque 7.500 magasins et bureaux appartenant à des Juifs pillés et saccagés. Plus de 30.000 hommes et jeunes garçons furent arrêtés et déportés vers les camps de concentration.
Au cours de la principale cérémonie officielle dans la plus grande synagogue d'Allemagne, celle de la Rykestrasse à Berlin, Angela Merkel a souligné que tirer les leçons du passé était crucial. "Nous ne devons pas rester silencieux. L'antisémitisme et le racisme sont une menace à nos valeurs fondamentales, celles de la démocratie, du respect de la diversité et des droits de l'homme", a-t-elle déclaré.
La présidente du Conseil central des Juifs d'Allemagne, Charlotte Knobloch, a appelé à la vigilance pour que de tels faits ne se reproduisent pas. A Rome, le pape Benoît XVI a dénoncé ces "horreurs" et souhaité une "société dans laquelle des gens de différentes
religions et cultures puissent vivre dans la paix et la justice".
Diverses cérémonies étaient prévues dans tout le pays, dont un concert dimanche soir à Berlin. AP


http://fr.news.yahoo.com/3/20081109/twl-allemagne-commemoration-nuit-cristal-0ef7422.html

A Noite de Cristal que anunciou o Holocausto ABEL COELHO DE MORAIS

Alemanha. Assinalam-se hoje os 70 anos do início da perseguição aos judeus
Foram mais de 12 horas de violência e destruição contra a comunidade judaica na Alemanha, que causaram 90 mortos, em números oficiais, e levaram às prisões 30 mil pessoas.Os ataques começaram na noite de 9 de Novembro de 1938 e prolongaram-se até à tarde seguinte. Com os acontecimentos destas horas - que ficarão conhecidos por Noite de Cristal (Kristallnacht) - abria-se um capítulo trágico e tenebroso na história alemã, que culminaria na estratégia de extermínio do Holocausto.As casas das famílias judaicas foram invadidas, as lojas e empresas assaltadas, as sinagogas incendiadas. A destruição espalhou-se da Alemanha à Áustria e aos territórios checos - o III Reich hostilizava a sua própria população, segundo o modelo de acção de todo o regime totalitário.Os testemunhos confirmam que o nível de violência iria legitimar a desumanização a que seriam submetidos os judeus com a barbárie do Holocausto. "Acordei ao som de vidros a partirem-se", recordava ontem Margot Schwarz, então com 17 anos, lembrando que, após o ataque à casa, voltaram "de madrugada para levarem o meu o pai". Não seria o único. Outros tantos milhares foram presos nessa noite e na manhã de dia 10, arrancados de suas casas ou interpelados nas ruas - "não se gerou pânico entre os judeus, apenas uma ideia fixa. Ia ser o salve-se quem puder", comentava Betty Alsberg, hoje com 88 anos. Na época a residir em Breslau (actual Vratislávia), Betty reviveu ontem em palavras o momento de 1938 em que se aproximava da sinagoga local, onde funcionava uma escola rabínica, a arder no centro da cidade. "Os professores diziam-nos 'saiam daqui, saiam da cidade', sabíamos que tudo estava a mudar".Outros testemunhos relembraram a passividade dos bombeiros, obrigados a actuarem apenas quando os incêndios, que grassavam nas sinagogas e casas de judeus, ameaçassem outras habitações. A sinagoga de Rykestrasse, em Berlim, não foi atacada por estar perto de residências alemãs. Mas nem todos subscreveram a hostilização aos judeus. "Muitos correram riscos nesses dias, por vezes só por nos trazerem comida", assinalava um sobrevivente.Para o regime, a Noite de Cristal era a resposta à agressão de Ernst von Rath, um diplomata alemão em Paris, por Herschel Grynszpan, um judeu polaco. De facto, abriu o capítulo mais negro na história da Alemanha: o genocídio dos judeus. Mas este genocídio não foi o primeiro nem seria o último no século XX.


http://dn.sapo.pt/2008/11/09/internacional/a_noite_cristal_anunciou_o_holocaust.html

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