23 de dezembro de 2010

Feliz Natal


24 de novembro de 2010

Remar contra a maré


Ser realista não significa cruzar os braços, refilar, desabafar, criticar e... continuar sentado no conforto do sofá.

Ser realista é pensar que o Homem adapta-se a quase todos os ambientes, alguns até muito hostis ao ser humano (como, por exemplo, Uma Assembleia da República, Um Governo...)

Os Dinossauros não sobreviveram e nós ainda cá estamos.

Se os dinossauros tivessem sido políticos se calhar tinham convencido o tal meteorito a ir até Marte e ainda assim pagar imposto pela sua trajectória a quilómetros da Terra.

17 de agosto de 2010

Trailer - Cinema Paradiso

Cinema Paradiso "soundtrack final" "Tema finale" "final theme"

Cinema Paraiso - Um Filme da Minha Vida

Giuseppe Tornatore realizou o sonho de um grande número de cineastas ao produzir com seu "Cinema Paradiso" uma verdadeira declaração de amor. Não se trata de mais um filme romântico bem-sucedido, nem tampouco de um clássico do porte de "Casablanca" em que Ingrid Bergman e Humprey Bogart imortalizaram o Marrocos e nos deixaram enternecidos em função de seu romance. Tornatore notabilizou-se por ter feito um filme que sacramenta a paixão que os cineastas sentem por seu objeto de trabalho, pela essência de seu cotidiano, pela arte que brota através das câmeras em celulóides, por aquilo que nos permite vivenciar e fantasiar emoções ao redor do mundo todo, o cinema.

Poucos foram os "movie-makers" capazes de tal empreitada. Talvez Woody Allen com o fantástico "A Rosa Púrpura do Cairo" também tenha conseguido nos fazer sentir um pouco aquilo que alimenta as esperanças e as emoções de quem está por trás das filmagens, tão diretamente ligado a todo processo de realização dos filmes. Porém, diferentemente da fantasia dos personagens que saem da tela apresentada em "A Rosa Púrpura", o filme italiano nos fala sobre a relação cineasta-cinema de forma notadamente auto-biográfica.

A trama começa com o menino Totó, numa Itália abalada pela guerra. O próprio personagem sofreu um revés irreparável, seu pai foi enviado para os campos de batalha e não voltou. Orfão de pai, vivendo apenas sob a tutela da mãe, Salvatore (numa performance digna de nota do menino Salvatore Cascio) tem uma grande paixão e, como todas as pessoas envolvidas em situações como essa, arrisca-se diversas vezes para que esse amor seja vivido com intensidade. Em algumas ocasiões utiliza o dinheiro que a mãe lhe deu para comprar mantimentos, realizando seus sonhos, encontrando-se com seu ardente desejo, indo ao cinema, vendo os filmes. Totó é um amante da sétima arte.

Nessas idas e vindas ao Cine Paradiso, Totó acaba, por vias tortas, tornando-se amigo do projecionista Alfredo (Philipe Noiret, em mais uma marcante atuação) e sacia seu desejo de poder assistir aos filmes da cabine de projeção. A cidade onde vive é uma pequena comunidade, de aspecto rural, onde há poucas possibilidades de lazer. Como região interiorana, de país de tradições religiosas arraigadas, o padre acaba tendo grande eminência entre as pessoas que ali vivem. Mesmo no cinema o clérigo interfere, censurando cenas que apresentem beijos ou que denotem minimamente a noção de sexualidade. As cenas cortadas em virtude do conservadorismo do padre tornam-se então brinquedos festejados nas mãos de Totó.

Alfredo por sua vez, além de artífice dos sonhos como projecionista do cinema, torna-se também (em razão do convívio e da grande proximidade) um segundo pai para o menino. Procura orientá-lo e ensina os procedimentos do trabalho que exerce para o garoto. Há situações que fazem com que eles se tornem ainda mais próximos, como quando Totó ajuda Alfredo a aprender a ler e escrever ou ainda, quando o Paradiso pega fogo. O incêndio acaba fazendo com que Alfredo fique cego e, que Totó torne-se o novo projecionista do cinema local. Consuma-se com maior voracidade o envolvimento do agora jovem Salvatore (vivido por Marco Leonardi) com os filmes.

O passar do tempo e o advento da maioridade fazem com que seja necessário um rompimento. O que poderia parecer o fim de um sonho, acaba concretizando um casamento definitivo entre o garoto/adolescente/jovem Totó com o cinema. Ele torna-se um realizador, um cineasta. De admirador das imagens em preto e branco que povoaram sua meninice e sua adolescência, de colecionador de fotogramas censurados pelo padre, de projecionista do Paradiso em sua cidade de origem, Salvatore acabou se tornando um produtor de sonhos. Suas imagens passam a partir de então, a encantar milhares de pessoas em seu próprio país e fora dele.

O início do filme nos mostra Totó adulto, recebendo notícias de sua cidade natal e tendo que voltar para lá. Há muito tempo saíra de lá e, pouco comunicava-se com sua mãe ou com outras pessoas que ali permaneceram. Parecia querer esquecer-se do que havia vivido (talvez em decorrência de uma outra paixão que ali tivera, nesse caso, mal resolvida). No entanto, algo o levou a voltar. E com a volta, vieram as lembranças; com toda a nostalgia que o ambiente lhe proporcionou, contou-se essa verdadeira fábula contemporânea.

(…)

Que o amor pelo cinema mostrado em "Cinema Paradiso" seja uma luz a nos guiar para a realização dos nossos desejos! Assista e emocione-se!

João Luís Almeida Machado
Mestre em Educação, Arte e História da Cultura (Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo);
Professor universitário atuando na Faculdade Senac em Campos do Jordão; Professor de Ensino Médio
e Fundamental em Caçapava, SP; Editor do Portal Planeta Educação

Ficha Técnica

Cinema Paradiso
(Nuovo Cinema Paradiso)

País/Ano de produção: Itália, 1988
Duração/Gênero: 123 min., drama
Direção de Giuseppe Tornatore
Roteiro de Giuseppe Tornatore
Elenco: Philipe Noiret, Salvatore Cascio, Marco Leonardi,
Antonella Atilli.

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=34

Artigo copiado do site http://www.acafic.com.br/blog/cinema-paradiso/

18 de abril de 2010

Mudança

Mudei o visual do blog a ver se engano a Primavera que teima em continuar discreta.

Dia Internacional dos monumentos e sítios

Talvez por ser o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios hoje deparei-me hoje com uma singular exposição de um sítio ligado à terra (a cultivada), daqui da região, na terra que é terreiro em frente do mosteiro. Aliás, vem-me agora à lembrança fotos do início do século passado em que o que hoje é terreiro foi espaço de mercado semanal, naquela época debaixo de frondosas árvores que já não conheci.
(foto retirada da internet - talvez anos 90)
Conheci outras que já lá não estão e, na verdade, o mosteiro ficou mais descoberto, a sua dimensão real é mais facilmente apreendida. A única coisa que não gosto é aquela terra que ficou e vai-se transformando em barro pela força da natureza. A areia que existia, meramente decorativa, essa levou-a o vento.
(Foto retirada da internet - aspecto recente da praça em frente ao Mosteiro, vulgarmente conhecida por Rossio)
Assim como também foi levado pelo vento o dinheiro que ela custou ao erário público. E não me venham com histórias que foram fundos daqui ou dali, o dinheiro tem que vir de algum lado, e se não pagarmos de uma forma pagamos de outra.

Bem Dia internacional dos Monumentos e Sítios e chama-se a atenção para o Ano Internacional da Biodiversidade, com burrinhos, rebentos de ervas e carrinhos a pedais para a criançada andar, mas só vi grandes a usar. Ah, e alguns adultos e jovens vestidos de castanho, de monges concerteza, dos que trabalhavam a terra... daí talvez a alusão ao Sítio reconhecido de Interesse Mundial pela UNESCO, o nosso querido Mosteiro.

Devo ter percebido mal a mensagem, afinal é Dia Internacional dos Sítios, só não se disse que sítio era...

E eu que recordo sempre o Sítio do Pica-pau amarelo quando oiço ou leio a palavra sítio.

28 de janeiro de 2010

Auschwitz - para que a memória não se apague

Arbeit macht frei ( O trabalho liberta), lê-se na placa da entrada do campo I.
No comment
OObservando este pequeno canto do Campo I, não conseguimos imaginar a dor ao passar aqueles portões. Aparentemente, as condições de vida neste campo eram melhores que as dos Campos II e III, bem mais degradantes. Nestes Campos não interessava a vida.

Libertação do Campo a
27 de Janeiro de 1945 - 27 de janeiro de 2010
60 anos depois

Auschwitz - Palavra maldita na história do século XX.
Palavra que se vai esquecendo no século XXI.
E para que essa palavra não se apague e não se apaguem ou neguem as atrocidades cometidas neste campo, símbolo de toda a barbárie hedionda do regime nazi.

Custa-me tanto acreditar como foi possível o ser humano, num tão curto espaço de tempo, numa época tão pouco desenvolvida tecnologicamente, mas de um avanço técnico considerável, ter praticado este ignóbil acto da eliminação massiva de seres humanos, por causa da raça, opção política, religiosa, sexual ou outra qualquer razão. Tantas razões que não entedemos.

Ao visitar o campo de Auschwitz não se fica indiferente aquele mundo quase surreal que conhecíamos dos livros, revistas, da televisão... mas estar lá é muito mais que ver uma imagem na televisão. É um silêncio estranho, não se ouve falar alto (mesmos as hordas de turistas), não se ouvem os pássaros, não se ouve ruído algum... apenas Silêncio. Um Silêncio de respeito pelos que pereceram e sofreram atrozmente às mãos de sanguinários loucos. Só posso considerar loucos os responsáveis pela destruição de milhões de vidas. Aliados. Insanos.

Nunca conseguirei compreender, por muito que leia, não é possível comprender. Jamais poderei aceitar uma justificação para a Desonra da Humanidade.


Extremamente símbolica esta imagem- o Papa Bento XVI , alemão de nascimento, um jovem na altura da guerra, entra respeitosamente num lugar que considero sagrado. Talvez peça perdão aos que sofreram e morreram.