28 de janeiro de 2010

Auschwitz - para que a memória não se apague

Arbeit macht frei ( O trabalho liberta), lê-se na placa da entrada do campo I.
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OObservando este pequeno canto do Campo I, não conseguimos imaginar a dor ao passar aqueles portões. Aparentemente, as condições de vida neste campo eram melhores que as dos Campos II e III, bem mais degradantes. Nestes Campos não interessava a vida.

Libertação do Campo a
27 de Janeiro de 1945 - 27 de janeiro de 2010
60 anos depois

Auschwitz - Palavra maldita na história do século XX.
Palavra que se vai esquecendo no século XXI.
E para que essa palavra não se apague e não se apaguem ou neguem as atrocidades cometidas neste campo, símbolo de toda a barbárie hedionda do regime nazi.

Custa-me tanto acreditar como foi possível o ser humano, num tão curto espaço de tempo, numa época tão pouco desenvolvida tecnologicamente, mas de um avanço técnico considerável, ter praticado este ignóbil acto da eliminação massiva de seres humanos, por causa da raça, opção política, religiosa, sexual ou outra qualquer razão. Tantas razões que não entedemos.

Ao visitar o campo de Auschwitz não se fica indiferente aquele mundo quase surreal que conhecíamos dos livros, revistas, da televisão... mas estar lá é muito mais que ver uma imagem na televisão. É um silêncio estranho, não se ouve falar alto (mesmos as hordas de turistas), não se ouvem os pássaros, não se ouve ruído algum... apenas Silêncio. Um Silêncio de respeito pelos que pereceram e sofreram atrozmente às mãos de sanguinários loucos. Só posso considerar loucos os responsáveis pela destruição de milhões de vidas. Aliados. Insanos.

Nunca conseguirei compreender, por muito que leia, não é possível comprender. Jamais poderei aceitar uma justificação para a Desonra da Humanidade.


Extremamente símbolica esta imagem- o Papa Bento XVI , alemão de nascimento, um jovem na altura da guerra, entra respeitosamente num lugar que considero sagrado. Talvez peça perdão aos que sofreram e morreram.